Mercado financeiro estima nova alta de preços, mas ainda dentro do intervalo de tolerância da meta para 2026. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O mercado financeiro fez sua quarta previsão de alta da inflação oficial do Brasil, ao estimar que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) saltará para 4,36% neste ano eleitoral de 2026. A prévia foi divulgada no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pelo Banco Central (BC), que na semana passada previa 4,31% de inflação para o ano.
A perspectiva das instituições financeiras mantém o patamar de inflação dentro do intervalo de tolerância da meta para 2026, que pode variar entre 1,5% e 4,5%. E ocorre no contexto de escalada de conflitos que produzem efeitos na economia global, como a guerra no Oriente Médio, com o Irã sob ataque travando a distribuição de petróleo, e em meio à manutenção da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Ainda assim, em fevereiro, a inflação oficial fechou em 0,7% e o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. E a inflação de março será divulgada na quinta-feira (9), pela primeira vez refletindo efeitos da guerra no Oriente Médio.
As projeções anuais preveem 3,85% de elevações de preços, para 2027, 0,01 ponto percentual a mais; e de 3,6% para 2028 e de 3,5% para 2029.
A estimativa para a taxa básica de juros segue em 12,5% ao ano, até o fim de 2026; 10,5% para 2027; 10% para 2028, e 9,75% para 2029.
A projeção do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é de crescimento de 1,85% para este ano de 2026. E a economia brasileira tem projeção de crescimento de 1,8% para 2027; e de 2% para 2028 e 2029. No ano passado, a economia brasileira cresceu 2,3%.
Já a cotação do dólar tem projeção de fechar em R$ 5,40 no final deste ano 2026; e em R$ 5,45, no fim de 2027.









