Representantes das alas de direita e de esquerda na Assembleia Legislativa divergiram quanto a um pedido de voto de aplausos à Associação Pernambucana de Profissionais do Sexo
Os deputados estaduais Cleiton Collins (PP) e Dani Portela (PSol) voltaram a protagonizar embates calorosos no plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A mais recente polêmica se deu durante o expediente de ontem (21), quando, por proposição do deputado estadual João Paulo (PT), a Casa de Joaquim Nabuco analisou a solicitação de um voto de aplausos à Associação Pernambucana de Profissionais do Sexo.
Collins subiu à tribuna ainda no pequeno expediente para tentar retirar de pauta a matéria. Segundo ele, apesar de “compreender que cada mulher tem um motivo para seguir pelo caminho da prostituição”, a situação seria “humilhante”.
“Temos que lutar com políticas públicas para mudar a vida dessas mulheres e para que elas possam ter outras opções na vida”, defendeu o progressista, pré-candidato do PP à Prefeitura do Ipojuca.
Dani Portela reagiu às declarações do colega de parlamento e declarou voto favorável à proposta. E pediu respeito às prostitutas enquanto mulheres. “É uma profissão que não tem regulamentação nenhuma, ou seja, elas estão sujeitas à própria sorte”, enfatizou. A fala da psolista recebeu aparte do deputado estadual Waldemar Borges (PSB).
O requerimento foi aprovado com votos contrários da bancada do PL e dos deputados estaduais Adalto Santos (PP), William Brígido (Republicanos) e Cleiton Collins (PP), membros da ala evangélica da Alepe.
Autor da proposição, João Paulo ressaltou que a associação atua no fortalecimento de direitos e tem o papel de proteger as profissionais, em especial as que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconômica. “A finalidade é garantir a proteção delas com ações como o fornecimento de preservativos e a orientação em tratamentos de saúde”, pontuou.









