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O deboche do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira ocorreu quando soube que o ministério da Marina Silva era contra a aprovação do marco regulatório da geração eólica offshore. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira debochou da atuação da ministra Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente. Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

 

O presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL), debochou da atuação da ministra Marina Silva, no Ministério do Meio Ambiente, durante a aprovação do marco regulatório da geração eólica offshore, nesta quarta-feira (29).

 

Lira reagiu a uma fala do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), que informou a posição da pasta da Marina Silva. “Acabo de receber a notícia que o Ministério do Meio Ambiente tem posição completamente contrária a essa aprovação”.

 

Deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), informou a posição contrária da pasta da Marina Silva. Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

 

O presidente da Câmara então respondeu: “Bom, não sei se ajuda ou atrapalha. Com todo respeito”. A resposta de Lira provocou risadas entre os parlamentares presentes no plenário. Já Glauber Braga, não gostou da resposta irônica do presidente da Câmara e rebateu: “Se a posição do Ministério do Meio Ambiente não interessa nada aos parlamentares que estão aqui presentes, eu só tenho a lamentar”. 

 

Arthur Lira afirmou que permitiu o parlamentar a questionar o relator, Zé Vitor (PL-MG), e que o mesmo já tinha respondido, encerrando assim a discussão.

 

O projeto aprovado pela Câmara recebeu fortes críticas de entidades do setor elétrico e especialistas, que calculam um aumento de custos em até R$28 bilhões por conta de “jabutis” que foram incorporados à proposta durante a tramitação.

 

Após a aprovação da proposta, a bancada do PSOL recorreu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) para barrar a tramitação. No ofício, os parlamentares alegam que o texto originalmente disciplinava o aproveitamento do potencial energético Offshore por meio de um novo marco regulatório da matéria, mas que substitutivos alteram sua essência.

 

A carta diz respeito, principalmente, ao jabuti que incentiva a contratação de termelétricas movidas a carvão mineral até 2050, o que não favorece a produção de energia limpa. Neste contexto, a bancada solicita a impugnação desta parte do projeto.

 

Com informações do Diário do Poder

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