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Janot revelou certa vez ter ido armado ao STF para matar o ministro. Ministro Gilmar Mendes (STF) e o ex-chefe da Procuradoria Geral da República (PGR) Rodrigo Janot.

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, chamou o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de “bêbado” e “alcoólatra contumaz” durante uma entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes e transmitido no BandNews TV, nesta quarta-feira (31). O programa teve a apresentação dos jornalistas Thays Freitas, Cláudio Humberto e Sônia Blota.

 

Ao responder uma pergunta sobre a indicação de Cristiano Zanin, ex-advogado pessoal do presidente Lula, o decano defendeu que o que deve ser avaliado é a competência do indicado.

 

O PT em um dado momento, talvez até por conveniência, inventou a tal lista tríplice e agora se diz ‘não houve lista tríplice’ e se esquece que a lista tríplice produziu Janot. Aquele procurador homicida, que se dizia que às três horas da tarde já estava bêbado, um alcoólatra contumaz”, destacou o magistrado.

 

Ministro Gilmar Mendes durante entrevista ao programa “Jornal Gente”, da Rádio Bandeirantes/TV BandNews.

 

Acusado de manter uma espécie de bar contíguo a seu gabinete na PGR, Janot causou polêmica ao revelar, em depoimento para livro, que certa vez se armou de um revólver e foi ao STF assassinar Gilmar Mendes, e que por pouco não praticou o crime.

 

Mendes destacou a escolha do procurador-geral Sepúlveda Pertence, escolhido por Tancredo Neves sem estar em uma lista tríplice ou ser da carreira.

 

“O importante é que preencha os requisitos, porque ao fim e ao cabo, se trata de uma função vitalícia”, concluiu o ministro.

 

Desafeto

 

Em 2019, em entrevista a jornais, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot afirmou que chegou a ir armado ao STF com intenção de matar Gilmar Mendes e tirar a própria vida em seguida. A revelação consta em um livro do ex-pgr.

 

À época, Mendes divulgou uma nota avaliando que “por um bom tempo, uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas” e recomendou “ajuda psiquiátrica” a Janot ao chamar o plano de “tentações tresloucadas”.

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