Inversão de fatos e valores
O ano de 2026 está longe de começar, mas a guerra na política pernambucana já se intensificou por conta das eleições do próximo ano. Muitas lições podem ser tiradas dos últimos acontecimentos e uma delas é a postura republicana da governadora Raquel Lyra.
Vítima de ataques machistas e misóginos nas redes sociais e, inclusive, na Assembleia Legislativa, a governadora nunca baixou o nível do diálogo que mantém com os opositores. Não se tem notícias de críticas ou ofensas pessoais feitas por Raquel a qualquer político.
Raquel já foi questionada e cobrada muitas vezes pela deputada estadual Dani Portela, por exemplo, mas quando esteve na Assembleia Legislativa e encontrou a parlamentar e seu filho pequeno, recém-nascido, teve um gesto carinhoso e afetuoso com os dois, colocando a empatia acima da rixa política. Um gesto que muitos outros políticos não teriam sido capazes de fazer. Um gesto que, a julgar pela postura da própria Dani Portela, nem ela mesma conseguiria ter.
Mesmo sendo vítima de denúncias infundadas, Raquel caminha para terminar seu terceiro ano de gestão como uma gestora que não se furta ao diálogo mesmo com quem a agride. Incapazes de tirar a governadora do sério, seus opositores, ou parte deles, tentam inverter os fatos, espalhando a mentira de que a gestão estadual administra um gabinete do ódio.
Ainda nesse tema, cabe destacar a coragem do deputado estadual João Paulo, que, mesmo sendo de um partido que não integra a base do governo, subiu à tribuna nesta quinta-feira para lembrar a seus pares, quem, de fato, tem agido com fúria, ataques e mentiras. O fato, documentado publicamente em entrevistas, pronunciamentos e publicações em redes sociais, é um só: o gabinete do ódio é feito pela oposição à gestão estadual.
OPERAÇÃO I – O Ministério Público de Pernambuco deflagrou, nesta quinta-feira (14), operação contra um esquema milionário de desvio de recursos destinados à recuperação de prédios públicos. A ação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão em três estados, mirando contratos suspeitos entre empresas e a Prefeitura do Recife, sob gestão de João Campos (PSB).
OPERAÇÃO II – A investigação, revelada pelo UOL em maio, apura uso do modelo “barriga de aluguel” em licitações, que permite contratações sem licitação própria e execução por empresas não previstas no contrato. O Gaeco estima que os serviços e itens contratados ultrapassem R$ 500 milhões, incluindo casos de pagamentos duplicados para um mesmo serviço.
OPERAÇÃO III – A construtora Sinarco, com R$ 119 milhões em contratos com a Prefeitura do Recife, foi alvo da operação. Embora não tenha sede ou funcionários na capital pernambucana, a empresa atua em João Pinheiro (MG). Policiais apreenderam computadores e documentos na sede.









