A implantação do sistema de vigilância eletrônica em Sertânia voltou ao centro do debate público após a atual gestão municipal anunciar que deverá abrir uma nova licitação para reestruturar o serviço de videomonitoramento na cidade.
A discussão ganhou força porque, na gestão anterior do PSB, comandada pelo então prefeito Ângelo Ferreira, foi realizada uma licitação que chegou a quase R$ 2 milhões para a implantação do sistema de câmeras e monitoramento eletrônico no município. O valor, considerado elevado por parte da população, tem sido alvo de críticas diante da realidade econômica local.
Moradores questionam se o investimento feito à época foi compatível com a capacidade financeira do município e com o retorno efetivo em termos de segurança pública. “Sabe-se que contar com todo esse sistema é de suma importância, mas não por esse valor. É imoral”, afirmou um morador, que preferiu não se identificar.
Segundo informações da atual administração, o modelo contratado anteriormente é considerado financeiramente insustentável para os cofres públicos. A avaliação técnica aponta que os custos de manutenção e operação dificultam a continuidade do contrato nos moldes em que foi firmado.
Diante desse cenário, a prefeita anunciou que deverá lançar uma nova licitação, prometendo reduzir significativamente os custos e, ao mesmo tempo, modernizar o sistema. A proposta é ampliar o videomonitoramento nas principais ruas de Sertânia, implantar uma central de vigilância com funcionamento 24 horas e adquirir equipamentos de última geração.
A gestão argumenta que é possível oferecer mais eficiência, cobertura estratégica e tecnologia avançada com valores mais compatíveis com a realidade do município. A ideia é priorizar pontos de maior circulação, áreas comerciais e entradas da cidade, reforçando a prevenção de crimes e auxiliando as forças de segurança.
O tema promete continuar em pauta nas próximas semanas, especialmente com a abertura do novo processo licitatório. A expectativa é que o edital traga mais transparência, competitividade entre empresas e melhor custo-benefício para os cofres públicos.
Enquanto isso, a população aguarda que o novo modelo concilie responsabilidade fiscal e investimentos eficazes na segurança, garantindo que o videomonitoramento cumpra seu papel sem pesar excessivamente no orçamento municipal.









