Após as fortes chuvas que atingiram Araripina no último dia 28 de fevereiro, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, colocou em prática um plano emergencial para proteger a população dos riscos sanitários e garantir assistência integral às famílias afetadas. As primeiras 72 horas foram tratadas como período crítico para prevenção de surtos epidemiológicos, com atuação direta nas áreas mais atingidas.
A Secretaria de Saúde mobilizou equipes multidisciplinares para visitas técnicas in loco, especialmente nas localidades mais afetadas como Vila Santa Maria, Parque Três Vaqueiros, Bairro Universitário, Cavalete, José Martins, Alto da Boa Vista, Loteamento Expedito Arraes, Centro, Santa Bárbara e o Distrito de Nascente. As ações incluem vigilância ativa nas residências, orientação sobre limpeza e desinfecção de imóveis, distribuição de hipoclorito de sódio para tratamento da água, monitoramento específico de doenças de veiculação hídrica como leptospirose, hepatite A e infecções agudas, além da obrigatoriedade de notificação imediata de casos suspeitos.
Também foi instituído um fluxo especial de atendimento pós-desastre nas Unidades Básicas de Saúde, garantindo atendimento prioritário às famílias atingidas. A assistência contempla oferta de exames laboratoriais, programação de cadernetas de vacinação perdidas, suporte psicológico para vítimas em situação de trauma e visitas diárias de Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias para monitoramento contínuo.
O prefeito Evilásio Mateus destacou que o momento exige união e presença constante do poder público: “Nosso compromisso é cuidar das pessoas. Estamos nas ruas, dentro das comunidades, acompanhando de perto cada situação. Não vamos medir esforços para garantir segurança, saúde e dignidade às famílias que foram atingidas. Araripina é uma cidade forte, e émos juntos que vamos superar esse momento.”
A secretária municipal de Saúde, Patrícia Cadeira Novais, reforçou o caráter técnico e preventivo das ações: “Estamos atuando com vigilância epidemiológica intensificada, controle da qualidade da água, assistência médica prioritária e suporte psicossocial. Nosso foco é interrupção de possíveis cadeias de transmissão de doenças e garantir que a população tenha acesso rápido e resolutivo aos serviços de saúde, especialmente nas áreas mais vulneráveis.”
De acordo com o levantamento atualizado, o município registra 26 famílias desabrigadas (105 pessoas) e 36 famílias desalojadas (144 pessoas), totalizando cerca de 2 mil pessoas afetadas direta ou indiretamente e aproximadamente 500 famílias atingidas. Além das ações da Saúde, a Prefeitura também mantém o programa de Aluguel Social para amparar famílias que perderam suas residências, garantindo moradia temporária e vantagem neste período de residência.
A resposta ao desastre envolve uma grande força-tarefa integrada entre as Secretarias de Assistência Social e Combate à Fome, Infraestrutura, Saúde, Educação, Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Rural e Secretaria da Mulher e Direitos Humanos. A atuação conjunta tem como objetivo amenizar os impactos das chuvas e garantir que nenhuma família fique desassistida.









