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Em conversa com Marco Rubio, o chanceler Mauro Vieira buscou barrar o entendimento. Foto: Reprodução/X/@RapidResponse47

 

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, manteve uma conversa telefônica com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em meio ao debate sobre a possibilidade de Washington classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

 

Entre os grupos citados na discussão estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das principais estruturas do crime organizado no país.

 

A ligação ocorreu no domingo (8) e teve como um dos objetivos do governo brasileiro tentar convencer os Estados Unidos a não avançarem com a medida.

 

O tema ganhou força após autoridades americanas avaliarem a possibilidade de enquadrar facções latino-americanas na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, instrumento jurídico que amplia as sanções e permite maior atuação internacional no combate a esses grupos.

 

Durante a conversa, Vieira argumentou que a classificação das facções brasileiras como terroristas não seria adequada do ponto de vista jurídico e diplomático.

 

O governo brasileiro também demonstrou preocupação com possíveis efeitos políticos e econômicos decorrentes da decisão, além de receio de que a medida possa abrir espaço para ações externas sob o argumento de combate ao narcotráfico e ao chamado “narcoterrorismo”.

 

O tema surge em um momento de aproximação diplomática entre Brasília e Washington.

 

A ligação entre os chanceleres ocorreu também no contexto das tratativas para uma futura visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à capital americana, onde há expectativa de encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

A viagem ainda não tem data definida e pode sofrer adiamento devido a tensões geopolíticas internacionais.

 

Nos Estados Unidos, integrantes do governo defendem ampliar o uso da classificação de terrorismo contra organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

 

A estratégia já foi aplicada a cartéis do narcotráfico e outros grupos ligados ao crime organizado na América Latina, o que ampliou a pressão para que facções brasileiras também entrem nessa lista.

 

No Brasil, o debate sobre enquadrar facções como terroristas também ocorre no meio político e na área de segurança pública.

 

Enquanto autoridades americanas avaliam medidas mais duras, o governo brasileiro tenta impedir que organizações criminosas do país sejam oficialmente classificadas como terroristas no cenário internacional.

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