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Decisão de Lula contrasta com despacho de Moraes, que negou a visita do assessor ligado ao governo Trump ao ex-presidente. Foto: Reprodução/Departamento de Estado dos EUA

 

O presidente Lula (PT) anunciou nesta sexta-feira (13) que determinou a revogação do visto de Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Lula, o auxiliar do republicano só poderá entrar no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver sua entrada liberada nos Estados Unidos.

 

A decisão ocorre em meio à repercussão da tentativa de Beattie de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre pena de 27 anos de prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

 

Durante declaração, Lula afirmou que decidiu barrar a entrada do assessor americano como resposta ao bloqueio de vistos do ministro da Saúde brasileiro e de seus familiares.

 

“Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde”, afirmou o petista em evento no Rio de Janeiro.

 

Lula ainda acrescentou que o visto de Padilha, da esposa e até da filha do ministro, de 10 anos, teriam sido bloqueados. “Padilha, esteja certo de que você está sendo protegido”, disse.

 

Visita a Bolsonaro gerou impasse

 

No último dia 10 de março, a defesa de Bolsonaro havia solicitado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Darren Beattie pudesse visitar o ex-presidente na prisão.

 

Inicialmente, Moraes chegou a avaliar o pedido, porém, na última quinta-feira (12), voltou atrás e negou o pedido de visita.

 

A decisão ocorre após o Itamaraty afirmar que o encontro poderia “configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

 

“A realização da visita de Darren Beattie, requerida nestes autos pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive poderia ensejar a reanálise do visto concedido”, diz Moraes na decisão.

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