Ex-presidente deixou hospital nesta sexta (27) e inicia reabilitação em casa; ele estava internado desde 13 de março, com quadro de pneumonia. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve passar por uma cirurgia no ombro direito, no fim de abril, conforme informou o médico Brasil Ramos Caiado na manhã desta sexta-feira (27) após a alta do hospital DF Star.
O ex-chefe do Executivo foi direto para sua residência no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, sob forte esquema de segurança, onde inicia seu período de 90 dias em prisão domiciliar humanitária.
Ele teria se queixado de dores no ombro há um tempo, ainda quando estava preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Papudinha.
“Nos últimos dois dias, nos dedicamos muito à avaliação do ombro, justamente para aproveitar que ele estava no hospital, otimizar toda a necessidade dos exames e também discussões médicas. A nossa previsão é que se faça essa cirurgia no período de quatro semanas”, afirmou.
O procedimento será uma artroscopia, considerada sem riscos. Contando, essa será a 9ª cirurgia após ser vítima do atentado à facada em 2018.
De acordo com o médico que faz parte da equipe que cuida de Bolsonaro, ele passará por fisioterapia motora e respiratória, além de um programa de reabilitação cardiopulmonar.
“Por isso, seguindo a nossa programação, foi realizada a alta hospitalar hoje. Ele foi imediatamente para casa, acompanhado de dona Michelle [Bolsonaro], e agora começa uma nova fase, uma fase de preparo com fisioterapia motora e respiratória, um programa de reabilitação cardiopulmonar”, disse.
Apesar da melhora, Caiado ressaltou que o ex-presidente ainda não está curado da pneumonia.
“Encerrou-se a fase hospitalar, mas o tratamento continua em casa, com fisioterapia e reabilitação”, disse.
O líder passa a cumprir um período da pena de 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de golpe em casa. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), em razão do estado de saúde.









