Primeira apresentação do espetáculo, que comemora 10 anos em 2026, será na cidade de Passo Fundo (RS), no dia 15 de maio. Grupo de Arcoverde é o primeiro do Sertão de PE a integrar a programação da ação nacional do Sesc. Foto: Tropa do Balacobaco por Kaian Alves
A Tropa do Balacobaco, da cidade de Arcoverde, Sertão de Pernambuco, vai integrar a programação 2026 do projeto Palco Giratório, idealizado pelo Sesc Brasil. O grupo, que é o primeiro da região a participar da ação nacional do Sesc, vai circular o país com o espetáculo “Re Te Tei”, que está celebrando 10 anos. Ao todo, serão 35 apresentações, nas cinco regiões do país, além de diversas ações formativas. O primeiro estado será o Rio Grande do Sul, no mês de maio.
“É uma alegria imensa e uma grande responsabilidade representar o nosso Pernambuco no Palco Giratório. Fazer parte de um dos maiores projetos de circulação das artes cênicas do país já é, por si só, um reconhecimento muito significativo para o nosso trabalho. E ter o grupo como o primeiro do Sertão pernambucano a integrar o projeto torna o momento ainda mais especial”, enfatiza Ney Mendes, diretor-geral da Tropa do Balacobaco.
O Palco Giratório é uma ação nacional do Sesc voltada para o intercâmbio e a difusão das artes cênicas, e se configura como uma iniciativa singular no cenário cultural do país, dada a sua política continuada de descentralização e democratização do acesso à produção artístico-cultural brasileira. Desde sua primeira edição, em 1998, o projeto aglutina grupos artísticos oriundos de diversas regiões do Brasil para percorrer o país com a apresentação de seus espetáculos e realização de atividades formativas.
“Re Te Tei” vai iniciar essa maratona, no dia 15 de maio, pela cidade de Passo Fundo, que fica a 289km de Porto Alegre. Depois, as apresentações passam pelas cidades gaúchas de Carazinho, Caxias do Sul, Camaquã, São Leopoldo e a capital Porto Alegre. Ainda em maio, tem encenação e oficina na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo. Em junho, a Tropa realiza atividades no Recife e em Natal e Caicó, no Rio Grande do Norte.
Ainda em junho, no estado de Santa Catarina, o grupo realiza a maioria das apresentações, passando pela capital Florianópolis e pelas cidades de Laguna, Araranguá, Criciúma, Joaçaba, Concórdia, Xanxerê e São Miguel do Oeste. Já em julho, o público alagoano assiste ao espetáculo em Maceió, Palmeira dos Índios e Teotônio Vilela. São Paulo, Belo Horizonte, Almenara, interior de Minas Gerais e Rio Branco, no Acre, serão os palcos de agosto.
Em setembro, “Re Te Tei” será encenado em São Luís do Maranhão, Belém e Castanhal, no estado do Pará. A maratona termina em outubro, com apresentações em Cuiabá, capital do Mato Grosso, e na cidade de Iguatu, Interior do Ceará. “Poder levar o espetáculo para as cinco regiões do Brasil é mais do que uma circulação artística, é uma oportunidade de diálogo, de troca e de mostrar a potência criativa que nasce longe dos grandes centros, mas que tem uma identidade forte, autêntica e profundamente conectada com o povo”, ressalta Ney Mendes.
O espetáculo – “Re Te Tei” é um espetáculo de formas animadas inspirado no mamulengo, que conta a história de Chico Catolé, um menino travesso que adora inventar histórias. Ao criar uma de suas confusões, ele acaba colocando suas mães em conflito e se envolve em uma grande enrascada com o temido Papa-Figo, que pune crianças mentirosas. A partir daí, Chico embarca em uma jornada cheia de aventuras, personagens do imaginário popular e muito samba de coco para tentar resolver a situação.
A Tropa do Balacobaco – Entre várias extensões artísticas, é um grupo de teatro de pesquisa, cuja origem está vinculada às tradições populares. Nascida em 2007, a Tropa trilha sua pesquisa teatral na busca por uma linguagem autoral, desenvolvendo trabalhos que entoam os contos e cantares dos nossos ancestrais, por acreditar que, ao recontar as histórias desse Brasil diverso, contribui para o reavivamento do pensamento crítico e autônomo sobre “quem somos” e ainda sobre “quem queremos ser”. O grupo traz um vasto currículo de apresentações somadas ao longo de sua trajetória. Tem sede em Arcoverde, no Sertão, faz parte do quadro de ocupantes da Estação da Cultura, organização que desenvolve trabalho de resistência artístico-cultural, composta por diversos grupos e seguimentos artísticos da cidade, desde 2001. Em 2013, a Tropa sublinha como público-alvo de sua abordagem cênica crianças e jovens. Desde então, vem direcionando suas pesquisas e montagens nesse sentido.









