A hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Por ser silenciosa, muitas vezes passa despercebida e, na maioria dos casos, pode evoluir por anos sem apresentar sintomas ou se manifestar de forma grave, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) ou insuficiência renal.
Dados indicam que cerca de 30% a 34% da população adulta no Brasil vive com hipertensão. O controle da doença continua sendo desafiador, já que muitos pacientes não realizam o tratamento corretamente ou sequer sabem que são hipertensos.
O grande risco está justamente por ser uma doença silenciosa. A pressão alta, quando se mantém de forma contínua, acelera o desgaste das paredes das artérias, favorece o acúmulo de placas e o estreitamento dos vasos. Isso aumenta o esforço do coração, levando à sobrecarga e podendo resultar em infarto.
Mesmo sem apresentar sinais na maioria dos casos, a doença pode dar alguns indícios em fases mais avançadas. A cardiologista intervencionista e diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), Dra. Denise Pellegrini, explica que “alguns sintomas podem surgir, como dor de cabeça frequente, tontura, visão embaçada e cansaço extremo. Mas vale alertar que a única forma segura de identificar a hipertensão é medir a pressão regularmente”.
As causas da hipertensão são multifatoriais, envolvendo fatores genéticos, hábitos de vida e condições ambientais.
A doença pode ser controlada com medidas simples e acessíveis e as mudanças no estilo de vida fazem toda a diferença. Reduzir o consumo de sal, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, controlar o estresse, manter o peso adequado e sono regulado, evitar o consumo de álcool e cigarro são atitudes fundamentais. Além disso, dependendo do caso, pode ser necessário o uso contínuo de medicamentos, sempre com orientação médica.
“Um dos erros mais comuns dos hipertensos é interromper o tratamento por conta própria ou não segui-lo corretamente. O que muitos desconhecem é que essas atitudes podem levar ao descontrole da pressão e aumentar significativamente o risco de infarto e AVC”, destaca a especialista.
Qual é a forma correta de aferir a pressão arterial?
Para uma medição adequada, a cardiologista intervencionista compartilhou algumas orientações:
Dessa forma, a recomendação é acompanhar a pressão arterial regularmente e adotar hábitos saudáveis. Atitudes simples, mas essenciais para prevenir complicações. Controlar a hipertensão é uma das formas mais eficazes de proteger o coração.









