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Raphael Sousa Oliveira criou perfis de redes sociais especializados em fofocas e notícias sobre famosos. Foto: Reprodução PF

 

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (15), em Goiânia, Raphael Sousa Oliveira, criador da Choquei, ao deflagrar a Operação Narco Fluxo para combater uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais que movimentaram R$ 1,6 bilhão.

 

Raphael é a terceira celebridade a ser presa na megaoperação que tem 39 alvos de mandados de prisão. É dono das contas de redes sociais com milhões de seguidores da Choquei, que apenas no perfil do Instagram reúne mais de 27 milhões de leitores de fofocas e notícias sobre famosos. Os outros presos famosos são os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, celebridades nacionais do ramo musical do funk.

 

O dono da Choquei é suspeito de atuar com operador de mídia do grupo, para gerir crises de imagem de investigados e impulsionar conteúdos favoráveis aos integrantes do esquema. E teria sido pago para melhorar as imagens dos principais alvos da Narco Fluxo, como MC Ryan, apontado como líder do esquema de movimentações ilícitas de valores, no Brasil e no exterior, inclusive por meio de criptoativos.

 

Diário do Poder enviou à assessoria da Choquei um pedido por um posicionamento, não respondido até a última atualização desta matéria. E eventuais esclarecimentos serão publicados.

 

Até o final desta manhã, as páginas da Choquei não noticiaram nada sobre as prisões dos famosos funkeiros e de seu dono.

 

Em 2023, a Choquei mobilizou a classe política em um debate nacional para discutir a regulação das redes sociais, após uma jovem de 22 anos se suicidar ao ser vítima de uma fake news replicada nos seus perfis.

 

Operação Narco Fluxo prendeu MC Ryan e MC Poze do Rodo ao combater esquema bilionário (Foto: Reprodução PF)

 

Megaoperação

 

O esquema criminoso levou mais de 200 policiais às ruas para cumprir, além dos mandados de prisão, 45 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos/SP, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

 

A PF informou que os crimes com uso de criptoativos foram identificados em desdobramentos de investigações anteriores sobre esquemas de lavagem de capitais, apuradas com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo. E os investigados pela Operação Narco Fluxo e podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

 

“As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão”, detalhou a PF.

 

Para interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento pelos crimes, a Justiça Federal ainda ordenou medidas de constrição patrimonial, como sequestro de bens e a imposição de restrições societárias. E já foram apreendidos carros de luxo, dinheiro, armas, documentos e equipamentos eletrônicos que ajudam para aprofundar as investigações.

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