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PÉ FRIO no Senado: presença de João Campos marca derrota histórica de Jorge Messias

 

A presença do prefeito do Recife, João Campos, em Brasília para acompanhar de perto a sabatina e a votação de Jorge Messias no Senado acabou ganhando um simbolismo político inevitável. Ao sair da capital pernambucana para prestigiar o indicado do governo, o dirigente nacional do PSB presenciou in loco uma expressiva derrota.

 

O plenário do Senado Federal rejeitou a indicação com 42 votos contrários, impondo um revés significativo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cena de João Campos acompanhando tudo de uma sala reservada, ao lado de aliados e convidados do advogado, e depois consolando o derrotado, reforçou a leitura de forte proximidade política entre ambos.

 

Nos bastidores, a avaliação que circulou foi direta: a viagem e a presença ativa do prefeito acabaram associadas a um resultado negativo de grande repercussão. Para adversários, o episódio alimenta a narrativa de “PÉ FRIO ”, sobretudo diante da expectativa inicial de aprovação do nome no Senado.

 

O episódio também entra para a história política brasileira,  trata-se da segunda vez que um indicado ao Supremo Tribunal Federal é rejeitado pelo Senado. A única ocorrência semelhante havia sido registrada há mais de um século, durante o governo do marechal Floriano Peixoto, quando Cândido Barata Ribeiro teve sua nomeação recusada após exercer o cargo por cerca de dez meses.

 

Mais do que um gesto de solidariedade pessoal, a presença de João Campos escancarou o alinhamento político com Jorge Messias e, ao mesmo tempo, o peso de uma derrota que reverberou nacionalmente.

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