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Petista criminaliza deputados fluminenses e Alerj cobra segurança nas fronteiras. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e lideranças políticas fluminenses emitiram fortes posicionamentos em resposta às falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorridas durante a inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

 

Em seu discurso, o chefe do Executivo federal associou uma eventual escolha do parlamento estadual para o governo do estado à ascensão de um integrante de milícias, além de cobrar ações punitivas do governador em exercício.

 

Em nota oficial, o Poder Legislativo fluminense repudiou as afirmações e classificou como “inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos”.

 

A instituição ressaltou que as declarações estimulam a divisão política em um momento que exige equilíbrio, responsabilidade e união institucional.

 

O comunicado da Casa também apontou que os gargalos na segurança pública decorrem, em grande parte, da ausência de políticas nacionais coordenadas e eficazes no combate ao tráfico de armas e ao crime organizado nas fronteiras nacionais.

 

O presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), utilizou suas redes sociais para rebater as declarações de forma direta.

 

Ruas criticou o tom generalista do presidente da República e afirmou que o mandatário desrespeitou a população do estado.

 

O parlamentar também relembrou o histórico de declarações flexíveis de Lula em relação à criminalidade (citando episódios em que criminosos são tratados como “vítimas da sociedade”), argumentando que o governo federal carece de autoridade moral para dar lições sobre o enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro.

 

No plano federal, deputados da bancada fluminense reforçaram o coro de contestação.

 

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), manifestou solidariedade aos deputados estaduais e ao presidente da Alerj.

 

Ele defendeu a legitimidade democrática dos mandatos dos deputados estaduais, obtidos por meio do voto popular, e argumentou que a fala presidencial representou um ataque frontal às instituições legislativas e à própria democracia.

 

O pano de fundo do embate envolve a disputa pelo comando do Poder Executivo fluminense, atualmente sob a liderança interina do desembargador Ricardo Couto.

 

O magistrado assumiu o cargo após a vacância gerada pela saída de Cláudio Castro (PL) e do vice-governador.

 

A linha sucessória estadual e o formato de escolha do novo governador-tampão até o fim do mandato de 2026 dependem de definições jurídicas do Supremo Tribunal Federal (STF), o que suspendeu temporariamente as tratativas internas da Alerj para a realização de uma eleição indireta.

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