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Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) identificou uma série de irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Educação do Recife durante a gestão do prefeito João Campos. As informações foram reveladas pelo portal Metrópoles, em reportagem assinada pelo jornalista Tácio Lorran.

 

De acordo com a auditoria, os técnicos do TCE estimam que os prejuízos aos cofres públicos ultrapassem R$ 16,2 milhões. O levantamento analisou contratos de obras e serviços de engenharia executados entre 2022 e 2025 e identificou problemas como pagamentos superfaturados, pagamentos em duplicidade, antecipações indevidas, serviços não executados e descumprimento de cláusulas contratuais.

 

O foco principal da auditoria recai sobre dois contratos firmados entre a Secretaria de Educação do Recife e o Consórcio Sienergy, cuja principal integrante é a empresa Sinarco. Segundo o relatório, a maior parcela do prejuízo estimado está relacionada a um contrato para instalação de sistemas de energia solar em unidades da rede municipal de ensino. Os auditores apontaram um superfaturamento por preço unitário superior a 100%, chegando a 102,93%.

 

O caso ganha ainda mais relevância porque os mesmos contratos já haviam sido alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Pernambuco. A chamada Operação Barriga de Aluguel apurou suspeitas de fraudes em licitações e contratos administrativos relacionados à Prefeitura do Recife.

 

A nova revelação do TCE se soma a outras apurações envolvendo contratos da administração municipal. Em ocasiões anteriores, reportagens da imprensa nacional também destacaram investigações sobre possíveis irregularidades em contratos da Prefeitura do Recife, incluindo questionamentos levantados por órgãos de controle e pelo Ministério Público.

 

Embora o relatório do Tribunal de Contas aponte indícios de irregularidades e estime prejuízos milionários, eventuais responsabilizações ainda dependem da conclusão dos processos de fiscalização e das garantias de defesa dos envolvidos.

 

A reportagem original foi publicada pelo portal Metrópoles e teve como base documentos de auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.

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