Ministro avisa secretários sobre desligamento iminente da pasta e Planalto avalia mudanças na estrutura e no comando da área. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, comunicou nos últimos dias a auxiliares e secretários sua decisão de deixar o comando da pasta ainda nesta semana.
A saída, considerada iminente dentro do governo, deve ser formalizada até quinta-feira (8), dizem fontes governamentais.
Lewandowski tem discutido nos bastidores a possibilidade de desligamento da pasta desde o período do Natal e informou sua intenção a membros da equipe ministerial e ao Palácio do Planalto.
Até que uma definição oficial seja divulgada, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto pode assumir o comando interinamente.
Nos últimos meses, esteve em pauta no governo a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, apresentada como foco central da gestão no Ministério da Justiça.
Porém, auxiliares próximos ao ministro passaram a considerar que a proposta, amplamente alterada no Congresso, perdeu o escopo original de coordenação da União com os Estados, o que teria reduzido sua prioridade na agenda.
Com a sinalização de saída de Lewandowski, secretários e assessores próximos também indicaram a possibilidade de deixar a pasta, embora muitos tenham confirmado que permanecerão para apoiar o processo de transição até o fim do mês.
A expectativa no Planalto é de que a troca no posto promova uma revisão ampla da equipe e das estratégias internas da pasta.
Nos corredores do governo, há também discussões sobre eventual reestruturação do ministério, incluindo a possibilidade de desmembrar a atual pasta para criar um Ministério da Segurança Pública distinto, voltado exclusivamente à coordenação de ações de combate à criminalidade no país.
A definição sobre essa reorganização ainda não foi formalizada pelo Executivo. Até o momento, não houve pronunciamento oficial por parte da Secretaria de Comunicação da Presidência ou do Ministério da Justiça confirmando a data exata da saída.
A movimentação ocorre em meio às articulações políticas para o início das atividades legislativas de 2026 e às preparações para as eleições do mesmo ano, que podem influenciar ajustes na gestão federal.









