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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco determinou a instauração de uma nova auditoria nas contas da Prefeitura de Olinda, sob responsabilidade do prefeito Professor Lupércio (PSD), após o pré-candidato do PRTB ao Executivo Municipal, o advogado Antônio Campos, ter denunciado supostas irregularidades na remuneração da secretária de Desenvolvimento, Inovação e Tecnologia, Mirella Almeida.

 

De acordo com o advogado, Mirella, que é pré-candidata à sucessão de Lupércio em 2024, teria acumulado benefícios ilegais desde que assumiu, a convite do atual gestor, um cargo no primeiro escalão municipal. Campos alega que a secretária estaria a receber “um dos maiores salários da prefeitura, digno de marajá”. A relatoria da auditoria especial está a cargo do conselheiro Ranilson Ramos.

 

“Enquanto secretária da Fazenda, [Mirella] recebeu gratificação ilegal de R$ 11,7 mil por mês, totalizando um prejuízo anual ao município de mais de R$ 140 mil. Agora, como secretária de Desenvolvimento, continua recebendo tal gratificação ilegal”, apontou Campos.

 

Essa é a segunda auditoria instaurada pelo TCE e o Ministério Público de Contas (MPC) para apurar denúncias de irregularidade na administração pública de Olinda. A anterior pede a averiguação das contas relativas ao exercício financeiro de 2023 do prefeito Professor Lupércio devido a atrasos no pagamento de funcionários terceirizados.

 

“É grande o desequilíbrio financeiro de Olinda, visto diariamente nos atrasos de salários, atrasos nos convênios, como o do Hospital Tricentenário, atraso com a empresa de coleta de lixo e serviços essenciais. Enquanto isso, a prefeitura está licitando R$ 4 milhões para estrutura de carnaval, entre outras licitações em curso”, pontuou Campos.

 

A Prefeitura de Olinda não se manifestou publicamente em relação às denúncias. O espaço segue aberto.

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