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Mudança de regras para formação do Supremo é apoiada por 89% de quem apoia Flávio e de 81% dos eleitores de Lula. Foto: Gustavo Moreno/STF

 

A pesquisa do instituto Real Time Big Data expôs, nesta terça-feira (20), que 85% do eleitorado brasileiro apoiam retirar de presidentes da República o privilégio de indicar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação dos ministros da cúpula da Justiça do Brasil está prevista na Constituição para ser feita pelo presidente da República, após sua indicação ser apreciada e aprovada por senadores.

 

A mudança destas regras para formação da Corte Suprema brasileira é apoiada pela grande maioria de todos os campos políticos dos eleitores que devem ir às urnas no 2º turno das eleições presidenciais do próximo domingo (25). Segundo a pesquisa, a retirada da prerrogativa de indicação de ministro do STF pelo presidente da República é apoiada por 89% de quem apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL) para governar o Brasil, por 81% dos eleitores que querem reeleger o presidente Lula (PT), e por 85% de quem disse votar em branco, nulo ou está indeciso.

 

Somente 7% da população consultada pela Real Time Big Data disse ser contra a perda do poder presidencial de indicar ministros do STF. E 8% disse não ter opinião formada.

 

O maior percentual de quem é contra tirar de presidentes a prerrogativa da indicação de ministros é de 10% de eleitores de Lula.

 

Rejeição recente 

 

As indicações são apreciadas após o escolhido do presidente ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. E precisa ser aprovada pela maioria absoluta da CCJ, que corresponde à metade mais um dos senadores membros do colegiado, em votação é secreta e presencial. Caso aprovada, a indicação avança ao Plenário do Senado, onde a aprovação do nome indicado precisa obter votos favoráveis da maioria absoluta da composição da Casa.

 

Presidente Lula ao lado de seu indicado ao STF, Jorge Messias. (Foto: Ricardo Stuckert).

 

No fim de abril deste ano eleitoral, o Senado impôs ao presidente Lula uma derrota histórica, ao rejeitar sua indicação de Jorge Messias para ministro do STF. A rejeição da ascensão do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) à cúpula da Justiça do País ocorreu com 42 votos contrários e 34 favoráveis.

 

Uma negativa à indicação presidencial não ocorria desde que a Presidência da República era ocupada pelo Marechal Floriano Peixoto, em 1894. Além disso, todos os indicados ao STF haviam sido aprovados, desde a redemocratização do Brasil, em 1988.

 

A pesquisa Real Time Big Data está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02952/2026. E coletou seus dados junto a 2.000 eleitores, entre os dias 15 a 19 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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