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Foto: Phillipe Jonathan/Divulgação

 

O líder da oposição na Câmara do Recife, vereador Alcides Cardoso (PL), cobrou, nesta segunda-feira (1º), informações à gestão do prefeito João Campos (PSB) sobre a contratação de serviços de engenharia para a realização de demolição de prédios classificados como de risco na cidade, no valor de R$ 5,024 milhões. Na cobrança, o parlamentar questionou se o Edifício 13 de Maio, na Rua da União, no bairro da Boa Vista, na área central do Recife, está incluído nos serviços e o detalhamento do contrato, de responsabilidade da Secretaria de Política Urbana e Licenciamento e firmado com a empresa AC Engenharia e Serviços Ltda, no último dia 17 de junho.

 

“Precisamos confirmar se o contrato firmado pela Prefeitura do Recife contempla o Edifício 13 de Maio, além da divulgação do projeto e do cronograma de demolição para que possamos monitorar as ações. Afinal, essa tragédia anunciada do prédio na Rua da União vem se arrastando há muito tempo pela omissão das gestões do PSB e tem que se dar um basta no alto risco de desabamento do edifício-esqueleto a qual estão expostos os moradores vizinhos, comerciantes e transeuntes. Caso o contrato não contemple o edifício, já serão completados 90 dias sem ação da gestão municipal após a decisão do Tribunal de Contas do Estado de determinar a demolição do prédio”, disse Alcides Cardoso.

 

Há quase três meses, o TCE-PE expediu um alerta de responsabilização à Prefeitura para que o Edifício 13 de Maio, abandonado há mais de seis décadas e com risco R4, o mais severo na escala, classificado pela Defesa Civil, fosse demolido com urgência. A decisão, expedida pelo conselheiro Marcos Loreto no dia 5 de abril deste ano, veio após uma representação de Alcides Cardoso no início do ano, solicitando providências à Corte. A cobrança do líder da oposição, contudo, é mais antiga. Em 2021, na reunião ordinária do 15 de maio, a Câmara aprovou o requerimento do vereador para que a administração municipal executasse a demolição do prédio.

 

A condição de alto risco de desabamento do prédio de 11 andares foi classificada pela Defesa Civil no dia 11 de novembro de 2019, na gestão do ex-prefeito Geraldo Julio (PSB). No mesmo ano, a Justiça autorizou a demolição do edifício. No alerta de responsabilização à Prefeitura, é reforçado que o prédio pode “desabar a qualquer momento” e “que não permite demora e entraves burocráticos, por parte do Poder Público, diante do risco de tragédia a qualquer momento”.

 

A decisão do TCE também ressalta que as “estruturas de concreto armado se encontram totalmente deterioradas, com consideráveis perdas de material, bem como as ferragens expostas e totalmente oxidadas, abandonadas aos efeitos das intempéries há décadas”.

 

“O medo na vizinhança do Edifício 13 de Maio só aumentou com a chegada do Inverno e porque os relatos deles são de que pedaços da estrutura estão caindo. Uma tragédia pode ocorrer a qualquer momento no local e, diante disso, a gestão do prefeito João Campos deve agir com urgência para demolir o prédio e proteger vidas que seguem expostas ao alto risco”, cobrou o oposicionista.

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