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O caso teria sido relatado pelo ex-banqueiro em sua última proposta de delação premiada, rejeitada na noite desta quinta-feira (11). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), negou ter recebido valores em dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, derivados de fraudes contra o sistema financeiro.

 

A manifestação do senador foi divulgada nesta quinta-feira (11), em resposta a uma publicação da revista Veja, onde mostra que Vorcaro teria repassado cerca de R$ 155 milhões ao senador.

 

O dinheiro teria sido enviado a uma conta no exterior e logo transferido a Alcolumbre, em troca de uso do poder parlamentar para demandar interesses do banco do empresário Meniero . O negócio teria sido intermediado pelo ex-sócio do Master, Augusto Lima.

 

O caso teria sido relatado por Vorcaro em sua última proposta de delação premiada, rejeitada na noite desta quinta-feira (11).

 

“O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir”, diz trecho da nota divulgada pela assessoria da presidência do Senado.

 

Por fim, a manifestação de Alcolumbre acrescenta que “a verdade dos fatos prevalecerá” e que “aqueles que formulam acusações irresponsáveis serão responsabilizados”.

 

Em uma sessão no plenário do Senado na semana passada, o senador amapaense detalhou a cobrança sofrida para abrir uma CPMI, para investigar as fraudes do Master.

 

Ele repreendeu os ataques sofridos tanto de parlamentares de esquerda, quanto de direita e afirmou que a criação da investigação serviria de “palanque político”.

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