A cozinha comunitária terá o nome de Antonieta Maria da Silva, em homenagem a uma das fundadoras da comunidade.
Na próxima segunda-feira (25), às 11h, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho vai inaugurar na comunidade quilombola Onze Negras, a primeira cozinha comunitária em território quilombola de Pernambuco. O equipamento será o segundo em funcionamento no Brasil, em territórios tradicionais.
“Com a inauguração desde equipamento, que tem o compromisso de promover a segurança alimentar e nutricional, além de um papel importante na inclusão social produtiva, no fortalecimento da ação coletiva e da identidade comunitária, o Cabo mostra o seu compromisso em mudar essa realidade, inaugurando a primeira cozinha comunitária de Pernambuco em uma comunidade quilombola”, ressalta o prefeito Keko do Armazém.
A cozinha Antonieta Maria da Silva leva esse nome em homenagem a uma das fundadoras da comunidade. O equipamento é co-financiado pelo Governo estadual, através de repasse mensal. A Prefeitura do Cabo, através do programa de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria Municipal de Programas Sociais, é responsável pela execução, manutenção e funcionamento da cozinha comunitária.
Inicialmente serão oferecidas 200 refeições diárias para os moradores da comunidade quilombola Onze Negras, de segunda a sexta-feira. De acordo com a secretária de Programas Sociais, Andrea Galindo, serão administradas oficinas de educação alimentar e nutricional para as famílias cadastradas. Essas oficinas terão atividades dinâmicas e inclusivas que promovem a reflexão sobre escolhas alimentares saudáveis e abordarão temas como seleção, compra, preparo e consumo de alimentos saudáveis, valorização da diversidade dos produtos regionais, redução de desperdício, higiene alimentar, entre outras coisas.
“Vamos promover o acesso a uma refeição saudável e adequada, mudando os índices de insegurança alimentar e nutricional existentes em nossa realidade”, disse a secretária de Programas Sociais, Andrea Galdino.
“Estamos dando um importante passo nos esforços e compromissos com a população na promoção do Direito Humano à Alimentação Nutricional Adequada, com prioridade para os grupos socialmente mais vulneráveis à insegurança alimentar e nutricional, resultando em uma frente ampla na luta contra a fome”.
ONZE NEGRAS
A comunidade quilombola Onze Negra está localizada nas antigas terras da Usina Trapiche, e é considerado quilombo urbano. A construção da história do quilombo se deu em meados de 1940, com a vinda de remanescentes da escravidão para trabalhar nas usinas de cana-de-açúcar.
Três famílias se fixaram no engenho Trapiche e lá desenvolveram a comunidade que conhecemos hoje. Ao logo dos anos, o lugar recebeu vários nomes como Burrama, Pista Preta até chegar a Onze Negras. A denominação vem de um time de futebol que existia na comunidade e por ser representada por 11 mulheres negras, das quais uma delas foi Antonieta Maria da Silva. Estima-se que vivem no Quilombola Onze Negras cerca de 600 famílias.









