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PF realiza 5ª fase da Compliance Zero por determinação do ministro do STF André Mendonça. Foto: Pedro França / Agência Senado

 

Por determinação do ministro do STF André Mendonça, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o escândalo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, incluindo mandado de busca e apreensão contra o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do Progressistas (PP). De acordo com as investigações, o senador receberia dinheiro em espécie e uma mesada que passou de R$30 mil para R$500 mil nos últimos oito meses antes da prisão do banqueiro.

 

Em diálogo citado no relatório da PF, o pagamento regular ao senador fica claro em diálogos como estes, de janeiro e junho de 2025:

 

“FELIPE VORCARO: “Oi Daniel, tudo bem? Pessoal me passou aqui sobre o aumento dos pgtos parceiro brgd, mas fluxo esta indo praticamente todo para o btg e ainda estou precisando aportar valores altos todo mes. Amanhã estarei o dia todo em SP, tem algum horário que poderíamos falar?”

 

As investigações conferem a Nogueira papel central no caso Banco Master, inclusive por suas iniciativas de interesse de Vorcaro, como seu projeto propondo aumentar para R$1 milhão o valor do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), atualmente em R$250 mil, para dar maior margem de manobra para as operações consideradas até mesmo irresponsáveis do Master. A proposta apresentada por Nogueira, segundo a PF, foi redigida no Banco Master, e acabou derrotada no Senado.

 

Mendonça também expediu mandado de prisão temporária contra um primo do banqueiro, Felipe Cançado Vorcaro, residente em Minas Gerais. Ele já está sob custódia da PF.

 

A Compliance Zero investiga em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A ação ocorre para aprofundar as apurações conduzidas pela corporação.

 

Segundo a PF, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal e são executadas nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

 

A decisão judicial também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.

 

A operação é conduzida pela Polícia Federal e faz parte de uma série de fases da investigação batizada de Compliance Zero.

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