Foto: Divulgação/Alepe
Eleito pela direita, a serviço da esquerda
A política pernambucana sempre surpreende, mas o caso do deputado estadual Alberto Feitosa é, no mínimo, curioso. Eleito por um grupo de direita, mas alinhado aos interesses do PSB e do prefeito do Recife, João Campos, Feitosa tem se destacado não por defender os ideais que seu eleitorado espera, mas por atuar como um verdadeiro aliado da esquerda dentro da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
A postura do deputado se tornou ainda mais evidente desde que assumiu a presidência da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCJ), uma das mais importantes da Casa. Em vez de utilizar essa posição estratégica para fortalecer as pautas que, em tese, deveria representar, Feitosa tem se dedicado a dificultar a vida do governo Raquel Lyra. Suas ações mostram um alinhamento claro com a oposição, em uma tentativa de desgastar a gestão estadual a qualquer.
Essa não é a primeira vez que Alberto Feitosa caminha de mãos dadas com o PSB. Durante os anos de hegemonia socialista em Pernambuco, ele ocupou cargos estratégicos em gestões do partido. Foi secretário de Turismo no governo de Eduardo Campos e secretário de Saneamento do Recife na administração de João da Costa. Sua relação próxima com o grupo socialista sempre lhe garantiu espaço no governo, independentemente da linha ideológica que dizia defender.
No entanto, ao longo dos últimos anos, Feitosa tentou se reinventar como um político de direita, surfando na onda conservadora que cresceu no Brasil. Mas sua recente atuação na Alepe levanta dúvidas sobre qual lado ele realmente representa. Afinal, não é comum ver um parlamentar eleito por um grupo político trabalhar tão arduamente contra ele.
O deputado tem utilizado a CCJ como um verdadeiro campo de batalha contra o governo Raquel Lyra, dificultando a tramitação de projetos e criando obstáculos administrativos. A impressão que fica é que Feitosa está mais preocupado em atender aos interesses do PSB e do prefeito João Campos do que em defender os anseios de quem o elegeu.
Essa postura levanta questionamentos sobre suas verdadeiras intenções políticas. Se Feitosa se sente mais confortável na companhia da esquerda, por que ainda insiste em se apresentar como um representante da direita? A incoerência de seu posicionamento não passa despercebida e pode custar caro politicamente no futuro.
Alberto Feitosa parece apostar na velha estratégia de agradar a todos, mas essa postura ambígua pode acabar isolando-o politicamente. Quem votou nele esperando um parlamentar alinhado com a direita começa a perceber que suas ações falam mais alto do que seu discurso.
No fim das contas, a pergunta que fica é: Alberto Feitosa é um esquerdista enrustido ou apenas um político que se adapta conforme a conveniência? Independentemente da resposta, sua atuação na Alepe demonstra que sua fidelidade está longe de ser com aqueles que confiaram nele nas urnas.
PRISÃO I – O ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, analise um pedido de prisão preventiva contra Jair Bolsonaro. O ex-presidente é acusado de obstrução de Justiça e incitação contra instituições democráticas por convocar atos a favor da anistia aos presos do 8 de janeiro. A decisão sobre a prisão caberá à PGR, que ainda não se manifestou.
PRISÃO II – A notícia-crime foi apresentada pela vereadora Liana Cristina (PT-Recife) e pelo advogado Victor Fialho Pedrosa. Segundo eles, Bolsonaro teria coagido autoridades e incentivado manifestações que afrontam o Estado Democrático de Direito. Moraes considera que a prisão preventiva pode ser necessária para evitar novas interferências e garantir o andamento do processo. O pedido agora está nas mãos da PGR, que avaliará os próximos passos.









