A fisioterapia pélvica, voltada para a reabilitação de distúrbios como incontinência urinária e fecal, tem sido uma das modalidades mais procuradas no Hospital dos Servidores Públicos do Estado (HSE). De janeiro a abril deste ano foram registrados 1.147 atendimentos, em detrimento de 1.032 no mesmo período do ano passado, ou seja, um aumento em cerca de 11%.
De acordo com a fisioterapeuta Ana Luíza Times, os exercícios servem para o controle da incontinência urinária e fecal, que ocorre devido à flacidez do problema pélvico ou sobrepeso. “Além de ser indicado após a prostatectomia, procedimento cirúrgico para a retirada da próstata e para auxiliar as futuras mamães na hora do parto”, acrescenta.
A professora apresentada, Maria Augusta Viana, 73 anos, sai do município de Barreiros, na zona da Mata Sul do Estado, para as sessões no HSE, na capital pernambucana. Ela conta que, inicialmente, durante uma viagem trocou mais de uma vez a roupa íntima devido à incontinência. Hoje, depois de oito sessões, já consegue passar o tempo da viagem sem precisar da troca. “A médica ginecologista me encaminhou. Eu fiz em outro local, mas não me senti muito à vontade. No HSE, a equipe é muito atenciosa, cuidadosa. Estou me sentindo melhor”, afirma.
Outra indicação da fisioterapia pélvica são os pacientes que realizaram a retirada da próstata. Foi o que ocorreu com Pedro Alves, 73 anos. Ele precisou fazer uma cirurgia por conta do câncer. Após as sessões de radioterapia foi orientado pelo médico a realização do tratamento fisioterapêutico, devido a incontinência urinária. “Faço a fisioterapia há quase um ano, me sinto 40 por cento melhor, porque no começo a incontinência era muito grave. Hoje me preocupo menos com essa condição”. O encaminhamento para as sessões é realizado por ginecologistas e urologistas, principalmente para pacientes com idade acima dos 60 anos, quando ocorrem mudanças naturais que afetam a musculatura dessa área do corpo.
Bem-estar para as futuras mamães – A fisioterapia pélvica também traz benefícios para as gestantes, pois fortalece a musculatura pélvica, previne a incontinência urinária, reduz dores lombares e pélvicas, além de melhorar a postura e preparar para o parto. Segundo a fisioterapeuta Ana Luíza Times, as sessões podem ser realizadas durante toda a gravidez. “No início, os exercícios são direcionados ao fortalecimento e à mobilidade da musculatura, mas nos últimos três meses de gravidez focamos no relaxamento e no alongamento preparando para o parto”, explica o profissional.
A nutricionista Maria Eduarda de Lima, 26 anos, está com cinco meses de gestação, faz musculação e começou a fisioterapia pélvica no último mês de maio. “As sessões trouxeram alívio das dores causadas pelo crescimento do bebê, maior segurança para a hora do parto e vários aprendizados sobre meu próprio corpo”, revela uma nutricionista, que recebeu indicação do médico obstetra.
Entre os equipamentos utilizados nas sessões de fisioterapia pélvica, destacam-se os eletroestimuladores, como TENS e FES, que utilizam correntes elétricas de baixa intensidade aplicadas por meio de eletrodos sobre a pele, sendo indicados para analgesia, estimulação neuromuscular e reeducação funcional. Também, utiliza-se o biofeedback, recurso terapêutico que auxilia na conscientização e no controle da musculatura do assoalho pélvico, podendo ser empregado tanto para fortalecimento quanto para relaxamento muscular, conforme a necessidade terapêutica do paciente.








