PF foi às ruas prender estrelas do funk e outros 37 investigados por crimes de lavagem de dinheiro e transações ilegais. Foto: Reprodução PF
A megaoperação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (15) contra uma organização criminosa que movimentou R$ 1,6 bilhão com lavagem de dinheiro e transações ilegais levou à prisão o MC Ryan SP, de São Paulo, e o MC Poze do Rodo, do Rio de Janeiro. As celebridades do ramo musical do funk são investigados pela Operação Narco Fluxo e podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O esquema levou mais de 200 policiais às ruas de nove estados para prender 39 investigados por movimentações ilícitas de valores, no Brasil e no exterior, inclusive por meio de criptoativos.
A PF prendeu o MC Poze em sua residência, no Recreio dos Bandeirantes, zona Sudoeste do Rio de Janeiro. E sua defesa disse à CNN Brasil que, após acessar o teor dos autos e do mandado de prisão, deve se manifestar na Justiça para restabelecer a liberdade de MC Poze e prestar os devidos esclarecimentos.
Já a defesa de MC Ryan SP também informou, por meio de nota, não ter tido acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, ao justificar não poder fazer uma manifestação específica sobre os fatos. Veja a nota no final da matéria, que ressalta a “absoluta integridade de MC Ryan”.
Operação Narco Fluxo
Além dos mandados de prisão, a PF cumpre 45 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos/SP, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Operação Narco Fluxo apreendeu carros de luxo de investigados por esquema bilionário (Foto: Reprodução PF)
A PF informou que os crimes com uso de criptoativos foram identificados em desdobramentos de investigações anteriores sobre esquemas de lavagem de capitais, apuradas com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
“As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão”, detalhou a PF.
Para interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento pelos crimes, a Justiça Federal ainda ordenou medidas de constrição patrimonial, como sequestro de bens e a imposição de restrições societárias. E já foram apreendidos carros de luxo, dinheiro, armas, documentos e equipamentos eletrônicos que ajudam para aprofundar as investigações.
Leia a nota da defesa do MC Ryan SP:
“A defesa técnica de MC Ryan informa, de forma respeitosa, que até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos.
Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.
A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada.”









