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Paulo Henrique Costa foi preso por suspeita de receber seis imóveis como propina do Banco Master. Foto: Lucio Bernardo Jr

 

Fortes indícios de pagamentos de propina de mais de R$ 146 milhões do Banco Master foi o que levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, a determinar a prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, na 4ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (16), pela Polícia Federal.

 

Os investigadores da PF apresentaram a Mendonça indícios de prova de que o ex-CEO do BRB teria sido favorecido com a transferência de seis imóveis de luxo, em suposto ato de corrupção por parte do banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro, também preso no maior escândalo de crimes financeiros da história do Brasil.

 

Segundo dados da decisão, dois imóveis em Brasília e quatro apartamentos em São Paulo fariam parte da propina para Paulo Henrique Costa favorecer a tentativa de compra do BRB pelo Banco Master, frustrada pelo Banco Central em setembro de 2025. Cada apartamento de luxo em São Paulo tem avaliação média de cerca de R$ 30 milhões.

 

A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, detalhou que um dos apartamentos fica Outro está no prédio considerado mais caro do Brasil, o Heritage, no bairro do Itaim. No condomínio de luxo, as unidades têm de  570 a 1000 m², à venda até R$ 42 milhões.

 

As transações com os imóveis e a relação com os negócios do BRB com o Master são citadas em diálogos extraídos pela PF de um celular de Daniel Vorcaro, no dia em que foi preso, quando o banqueiro do Master tentou agilizar a venda do apartamento.

 

‘Sem crime’

 

O advogado de Paulo Henrique Costa, Cleber Lopes, afirmou que o ex-presidente do BRB não cometeu crime algum e considerou a prisão “absolutamente desnecessária”. Mas evitou fazer outras considerações sobre a decisão do ministro André Mendonça, em respeito ao magistrado.

 

“A defesa não vai fazer outras considerações acerca da decisão tomada, até que possa examiná-la com mais calma e possa tomar uma providência nos próprios autos. Eu continuo convencido, o Paulo Henrique Costa continua convencido, e vamos examinar. A defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique Costa não cometeu crime algum”, disse o defensor do ex-CEO do BRB.

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