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Crime trouxe muita consternação aos moradores de toda a cidade de São Lourenço da Mata, onde viviam a vítima e seus familiares.

 

O Tribunal do Júri de São Lourenço da Mata decidiu favoravelmente ao entendimento do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e condenou na última terça-feira (28) o réu José Luciano Silva do Nascimento pelas práticas de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável contra um adolescente de 13 anos. A sentença completa foi de 37 anos de reclusão, que serão cumpridos inicialmente em regime fechado. O Judiciário também não concedeu ao réu o direito de apelar em liberdade, tendo em vista a necessidade de garantia da ordem pública, motivo que já havia justificado a prisão preventiva do réu.

 

De acordo com o Promotor de Justiça Raul Lins, o crime trouxe muita consternação aos moradores de toda a cidade de São Lourenço da Mata, onde viviam a vítima e seus familiares, e virou notícia em veículos de imprensa nacionais e internacionais.

 

“A violência e a perversidade extraídas do caso causaram perplexidade e revolta, não apenas para a família, mas para muitos moradores de São Lourenço da Mata. Ao final, que a pena imposta promova a Justiça necessária para a situação e acalente, um pouco, o coração enlutado da mãe e dos demais familiares”, destacou Raul Lins.

 

O segundo acusado de participação no crime, Edilson Batista dos Santos Barbosa, ainda aguarda a marcação da data do julgamento. Com base nas investigações, ele teria sido cúmplice de José Luciano na prática dos crimes.

 

ENTENDA – Com base nas investigações policiais, José Luciano Silva do Nascimento trabalhava como treinador de escolinha de futebol como meio de aproximar-se de adolescentes que moravam em São Lourenço da Mata. Um deles foi o menino de 13 anos, a quem o réu teria prometido ajudar a conseguir testes para categorias de base.

 

No dia 9 de março de 2016, José Luciano atraiu a vítima para as imediações de um campo de futebol na Vila do Reinado, em São Lourenço da Mata, onde abusou sexualmente do adolescente. Em seguida, com o intuito de assegurar a impunidade desse crime, ele e Edilson teriam agredido o jovem, produzindo lesões na sua cabeça e jogando-o em um corpo d’água, onde veio a falecer por afogamento.

 

Diante da repercussão desse crime, a Câmara dos Deputados avalia transformar o dia 9 de março no Dia Nacional de Combate à Violência e ao Racismo no Esporte, por meio do Projeto de Lei nº 5.323/2019. No momento, a proposta legislativa aguarda deliberação na Comissão do Esporte (CESPO).

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