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2ª aeronave da Latam apresentou problemas antes de decolar em São Paulo, nesta terça (28). Foto: Sophia Santos/STF

 

Relator de investigações cruciais para os rumos da política e da criminalidade no Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, enfrentou o segundo episódio de problemas em aeronaves dos últimos 40 dias. O magistrado e demais passageiros do voo LA3203 da Latam tiveram que trocar de avião, na manhã desta terça-feira (28), por causa de falhas identificadas antes da decolagem do Aeroporto de Congonhas para Brasília.

 

O voo com o ministro decolou com cerca de 1h30 de atraso, em uma nova aeronave, e fez pouso sem problemas em Brasília, por volta de 10h30. E a Latam alegou necessidade manutenção não programada, ao garantir que o voo “operou em total segurança”.

 

“A LATAM ofereceu assistência aos clientes e reforça que segurança é a sua maior prioridade. Manutenções e verificações técnicas seguem rigorosos protocolos internacionais e são realizadas exatamente para garantir a integridade e a confiabilidade das operações”, disse o trecho final da nota da Latam.

 

Jatos da Presidência da República no aeroporto de Congonhas. Foto: Diário do Poder

 

Luxo descartado

 

Ao se tornar ministro do STF, em dezembro de 2021, André Mendonça não deixou de viajar em voos de carreira, por se recusar a acessar o luxo das aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), que é prerrogativa de seu cargo. E já lidou neste ano com boatos com teses de sabotagem, após assumir a relatorias dos casos de corrupção bilionária envolvendo a cúpula do poder público nacional, nos escândalos do Banco Master e do roubo a aposentados e pensionistas do INSS.

 

Há apenas 40 dias, Mendonça estava com seu colega de Supremo, Luiz Fux, ao enfrentar outra dificuldade com outros clientes de voos comerciais. No dia 19 de março, também pela Latam, o voo de Mendonça foi cancelado sob a justificativa de medida preventiva da companhia, após a “necessidade de inspeção técnica” do avião. Na ocasião, foram apontados possíveis danos causados por colisão com ave, no voo anterior da aeronave.

 

“A decisão ocorreu antes do pushback da aeronave (manobra para início do taxiamento). Não houve falha mecânica nem decolagem abortada”, afirmou a companhia aérea, sobre o caso de março.

 

Diário do Poder enviou à assessoria de imprensa do STF os seguintes questionamentos: “Os casos, de hoje e de 19 de março, levam o ministro a tomar alguma medida de cautela a respeito de sua rotina de viagem? Há possibilidade de o ministro adotar uso de voo pela FAB? Ele está bem a respeito desses episódios?”. A reportagem publicará eventuais respostas, que não foram enviadas até a última atualização desta matéria.

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